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Viagem ao Pantanal permite contato com animais e natureza

Edição do dia 11/09/2015 – Jornal HOJE

11/09/2015 13h05 - Atualizado em 11/09/2015 14h23

 

Repórter do Maranhão se encantou ao ver os animais de perto.
Araras azuis e o carcará fazem parte da paisagem.

Alex BarbosaPantanal

 

 

Nesta sexta-feira (11), o repórter de São Luís, do Maranhão, Alex Barbosa mostra sua viagem ao Mato Grosso do Sul. Ele conta como foi o passeio no Pantanal:

"Saindo de Campo Grande, a gente pega a BR-262.  A cidade de Miranda é a porta de entrada da região do Pantanal onde eu fui e entrando na cidadezinha já deu para sentir um pouco do clima pantaneiro.
Seguimos viagem e logo, mais uma surpresa cruzou nosso caminho. Um tamanduá-bandeira enorme. Nossa equipe parou para ver de perto. Para quem não é daqui, não é nada comum encontrar um tamanduá-bandeira no meio da estrada. É que o bicho se assustou um pouco com nossa presença e saiu em disparada. Mas, conseguimos chegar pertinho, com calma. E filmar ele bem de frente.
 

No Pantanal ficamos hospedados numa fazenda, que são como hotéis por aqui. Um lugar onde araras e papagaios vêm comer nas nossas mãos. As emas, com quase dois metros de altura, andam para lá e para cá, como se fosse a coisa mais normal do mundo e por aqui, é, mesmo. Os turistas adoram a primeira impressão.
O entardecer no Pantanal é um show de cores no céu e quando anoitece, ela rouba a cena. Cenário pronto para um passeio noturno para observar os animais e quem sabe uma onça pintada? Mas é bem mais fácil encontrar jacarés, que estão por toda parte. Muitas capivaras. O cervo do Pantanal é um bichinho bem comum de encontrar também. O que não é comum é encontrar uma jararaca folgada assim que atravessou a pista e não queria sair de jeito nenhum.
A jaguatirica é a prima menor da onça. De longe até parece uma onça pintada, mas a onça mesmo apareceu para gente logo em seguida. Bonita, imponente. Fizemos silêncio e ela parecia que estava posando para imagem. Um presente para fechar a noite.
Mas a noite ainda não estava fechada, não. Por aqui, tem festa ainda antes de dormir. Um churrasco maravilhoso, com arroz carreteiro e muita música com danças regionais. Cortesia para os hóspedes.
O café da manhã aqui, que tem arroz e parece um almoço, tem um apelido: ‘quebra torto’. Depois de quebrar o torto, um passeio pelo Rio Miranda.

Nós fomos de lancha para alcançar a chalana que partiu mais cedo com os turistas. Bem, para mergulhar não dá, né? Afinal de contas o rio é cheio de piranhas. Mas durante o passeio de chalana, o turista pode sim para e ter certo contato com a água. Tem coisa melhor para se fazer num passeio como esse do que uma boa pescaria?
Nosso último passeio foi pela Estrada Parque, quase 100 quilômetros da fazenda onde a gente estava, uma opção para quem quer ver os bichos sem a ajuda dos guias e tem muito. Os famosos tuiuiús, aves gigantes símbolo do Pantanal.

Os carcarás são os pássaros mais comuns e as araras azuis deixam as árvores mais coloridas. Fiz questão de chegar pertinho para registrar também com minha câmera. Uma recordação a mais desse lugar que já tem espaço garantido para sempre na memória de um repórter."

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